Fotografia: Power Sport Images/Getty Images

Luiz Felipe Scolari

XI Ideal

Luiz Felipe Scolari iniciou seu caminho como técnico em 1981. De lá pra cá, traçou uma trajetória repleta de êxitos em diferentes equipes e seleções, com direito a comandar alguns dos melhores jogadores dos últimos tempos. Nesta entrevista exclusiva ao The Coaches’ Voice,  o técnico brasileiro escalou um time com jogadores que dirigiu na carreira. “Tem tanta gente boa e sei que vou deixar um ou outro de lado, mas vou me lembrar daqueles que me marcaram muito”, disse.

A primeira escolha foi o sistema de jogo. “Jogaria no 4-2-3-1, mas poderia ser no 4-4-2 ou no 4-4-1-1 Depende do trabalho diário, depende se você está atacando ou defendendo. O sistema varia tempo todo”. No gol, o eleito foi Marcos, arqueiro titular de Felipão na campanha vitoriosa da  Copa do Mundo de 2002, além de terem trabalhado juntos no Palmeiras. “Teve atuações maravilhosas na Copa, além de ser uma pessoa fantástica”.

A defesa ficou com uma linha de quatro. O lateral-direito escolhido foi o Arce (Grêmio e Palmeiras), “colocava a bola em qualquer lugar solicitado”; Junior Baiano (Palmeiras e Seleção) e Adilson (Grêmio) formam a dupla de zaga, enquanto Roberto Carlos (Seleção) é o lateral pela esquerda. “Roberto falava demais, gritava muito, mas jogava demais também. A forma como se posicionava em campo, como jogava, como batia na bola… Tive a oportunidade de trabalhar com ele na seleção brasileira e era espetacular”.

À frente da defesa, um dos volantes escalados é o César Sampaio (Palmeiras): “Marcou época pela personalidade e pela forma que jogava. Uma pessoa séria, correta e que fazia isso dentro de campo tranquilamente”. O outro é Luis Carlos Goiano (Grêmio), “jogava de área a área facilmente, com muita tranquilidade”.

No último terço do campo, Scolari apostou em atletas de muita qualidade técnica. Deco (Portugal e Chelsea) é um deles. “Não tem um organizador melhor que o Deco. Poucos têm a qualidade que ele tinha jogando futebol”. Aberto pela direita jogaria Luís Figo (Portugal), que “ além de jogar futebol como poucos, era o capitão que todo técnico quer ter”. Pela esquerda, outro português: Cristiano Ronaldo (Portugal). “É extraordinário o que faz no dia a dia para se tornar um grande jogador”.

O centroavante escolhido foi Ronaldo Fenômeno: “Foi decisivo na Copa do Mundo. Tinha muita qualidade para discernir as jogadas”. E se o Felipão pudesse escolher alguém que não comandou? Lionel Messi seria a escolha do pentacampeão. “Pelo amor de Deus! É um gênio total. É muito bonito vê-lo jogando, ver o que faz”.

Felipe Scolari falou ao The Coaches’ Voice em fevereiro de 2019

Luiz Felipe Scolari

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